Sempre ouvi aquele papo de que quem fuma vive largado, sem vontade de nada. Senta aí que hoje o papo é sobre uma dúvida que todo mundo já teve ou ouviu: será que a planta realmente deixa a gente com preguiça? Ou é só papo furado de quem nunca experimentou e repete o que vê em filme? Se você é curioso, já usa ou só quer informação de verdade, vem comigo!
Entenda de onde vem o mito do “maconheiro preguiçoso”
Você já reparou como a imagem das pessoas que curtem uma verdinha aparece em filmes, séries e até em manchetes de jornal? Desde cedo, cresci ouvindo que quem consome acaba ficando largado no sofá, sem energia para nada. Esse estigma, na real, tem raízes profundas.
A associação entre o consumo da planta e a preguiça não surgiu do nada, foi alimentada por campanhas antigas, cheias de preconceito e desinformação. Durante o século XX, principalmente nos anos 1930 e 1940, governos e parte da mídia investiram pesado em retratar usuários como pessoas sem ânimo, desleixadas e improdutivas. O objetivo era criminalizar o consumo e afastar a sociedade dessa cultura.
Com o tempo, essa ideia pegou. Quem nunca assistiu a um personagem no cinema que vive “chapado”, esquecido e sempre sonolento? Isso ajudou o mito a se espalhar de geração em geração.
E não é só isso, viu? Existem vários casos de inverdades espalhadas por aí. Por exemplo, a síndrome amotivacional é uma condição que causa apatia, desinteresse e uma falta geral de motivação. A maconha é associada a ela de forma completamente errada. É um mito! Não há comprovação científica de que cause uma síndrome clínica de falta de motivação permanente.

A ciência por trás da brisa: afinal, a maconha causa preguiça ou não?
Não, a maconha não dá preguiça! O preconceito ajudou a espalhar a ideia. Quando o assunto é comportamento, a desinformação pesa muito. Quem nunca ouviu um tio ou avó dizendo que quem usa nunca vai conseguir um emprego? Essa repetição virou mito, mas a realidade de quem consome é muito mais diversa do que mostram as piadas e julgamentos.
O que acontece, na verdade, é que o corpo entra em um estado de tranquilidade e desaceleração, diferente do ritmo acelerado da rotina. Esse “desligar das tensões” pode ser interpretado de fora como preguiça, mas biologicamente é só um efeito temporário de relaxamento.
Quando se fala em maconha, os dois compostos mais conhecidos são o THC (tetra-hidrocanabinol), que é o principal responsável por aquele “barato”, ou seja, animação e agitação. E o CBD (canabidiol), que não é psicoativo, então ele mais suaviza e equilibra, pode aliviar dores e ansiedade. Juntos, podem dar ao corpo e à mente uma pausa, o que não significa ausência de motivação, mas sim um momento de descanso merecido!
Não é preguiça, é a strain errada! Conheça as que dão mais sono
A sensação de “preguiça” após usar maconha não é um efeito padrão, mas sim resultado de algumas genéticas específicas da planta. Esse é um ponto fundamental: nem toda planta é igual. Existem diferentes tipos de strains, cada uma com efeitos específicos e perfis de canabinoides únicos. Vou explicar rapidinho as diferenças:
As variedades de cannabis podem ser divididas em três principais tipos.
- As sativas costumam ser energizantes, ideais para quem quer manter a criatividade e a disposição em alta;
- Já as índicas são mais relaxantes, perfeitas para quem busca desacelerar, descansar e até dormir melhor;
- Por fim, as híbridas combinam características das duas anteriores, podendo variar bastante nos efeitos, dependendo da proporção de cada uma.
Quando você escolhe uma strain sem saber, pode acabar experimentando efeitos que não queria. Uma vez, peguei uma variedade super sedativa achando que ia dar risada com os amigos, resultado: bateu um sono daqueles. Por isso, pesquisar, conversar com quem entende e testar com responsabilidade faz toda a diferença.
Como posso evitar ter uma “brisa de sofá”?
Se você não gosta da sensação de moleza, existem alguns truques simples:
- Prefira strains sativas ou híbridas equilibradas, que tendem a trazer mais energia e foco;
- Experimente pequenas quantidades antes de definir como seu corpo reage a uma nova variedade;
- Observe o horário de uso: se você consome durante o dia, escolha genéticas mais estimulantes; se for à noite, uma mais relaxante pode até ajudar a dormir;
- Atenção aos terpenos: variedades ricas em limoneno ou pineno, por exemplo, costumam ser mais animadoras do que aquelas com muito mirceno, que é mais sedativo;
- Se alimentar bem e beber água antes e durante.
O ideal é observar o próprio corpo, perceber padrões e usar essas informações para consumir de forma segura e consciente. O autoconhecimento é a melhor ferramenta para evitar a famosa preguiça e curtir só o lado bom.

O que a ciência realmente diz sobre a preguiça da maconha?
Estudos apontam que fatores como a dose, a frequência de uso, a genética da planta e até o estado emocional do usuário influenciam muito mais do que qualquer “regra geral”. Ou seja: a ideia de que a maconha deixa todos preguiçosos é mais um mito social do que uma verdade científica.
Maconha dá preguiça? No fim das contas, a resposta é: depende da strain. Algumas variedades podem, sim, gerar relaxamento profundo, enquanto outras trazem energia e criatividade. O mito da maconha preguiçosa não se sustenta quando olhamos para a ciência e entendemos como cada genética age de forma diferente.
Quando a gente se conhece, fica mais fácil aproveitar cada experiência sem deixar a preguiça dominar. O mais importante é consumir com consciência e responsabilidade. Informação salva rolês e garante bem-estar!
Então, antes de culpar a planta, lembre-se: não é preguiça, é só a strain errada! Continue explorando nossos conteúdos aqui no blog e descubra mais curiosidades sobre o uso do canabidiol no dia a dia aqui no Brasil!

Rapaz, fumei por mais de 15 anos e posso afirmar com toda certeza: a maconha realmente deixa a pessoa mais preguiçosa. Digo isso pela experiência direta e pela observação, tanto em mim quanto em outras pessoas. O desempenho cognitivo melhora muito quando a gente supera o hábito de fumar de forma recreativa. Eu não deixei de fumar, mas hoje faço isso de maneira consciente, como um ritual, apenas quando estou mentalmente equilibrado. A maconha é uma medicina, e deve ser usada com respeito e intenção espiritual.
Agradecemos por compartilhar sua experiência! 🌿 Cada pessoa reage de maneira diferente para alguns, a planta estimula a criatividade; para outros, pode reduzir o foco. O importante é manter o uso consciente e com propósito, como você mencionou.
Parabéns pelas informações e por compartilhar seu conhecimento. Fumo a cannabis há 4 anos e posso afirmar que meu nível de ansiedade diminuiu absurdamente. O importante é apreciar e praticar sem exagero, sempre prestando atenção ao nosso corpo.
Muito obrigado pelo seu comentário! Fico feliz que você tenha encontrado benefícios na sua experiência. Concordo plenamente: a chave é sempre o equilíbrio e ouvir o corpo. Apreciar de forma consciente e sem excessos é fundamental para que a experiência seja positiva.